Cartão microSD no celular: como escolher o certo

Nem todo celular aceita microSD, e nem todo cartão serve. Veja como escolher capacidade e velocidade e evitar cartões falsificados.
O cartão microSD é uma forma barata de aumentar o espaço do celular para fotos, vídeos e músicas. Mas a maioria dos aparelhos atuais, principalmente os topo de linha e os iPhones, não tem entrada para cartão, e escolher o modelo errado pode deixar o celular lento ou perder arquivos.
A resposta direta é: primeiro confirme se o seu celular aceita microSD e qual a capacidade máxima indicada pelo fabricante; depois escolha um cartão de marca conhecida, classe de velocidade A1 ou A2 e U3 se for gravar vídeo, e compre em loja confiável para evitar falsificação.
Seu celular aceita microSD?
Muitos modelos de entrada e intermediários ainda trazem a bandeja para cartão, mas vários aparelhos de linha superior abandonaram esse recurso. iPhones nunca tiveram entrada para microSD.
Confira na ficha técnica ou na bandeja do chip. Há aparelhos em que o cartão ocupa o lugar do segundo chip, e outros com três vagas. Veja também a capacidade máxima suportada, que costuma estar indicada pelo fabricante.
Se o celular não aceita cartão, a alternativa é comprar uma versão com mais armazenamento interno ou usar nuvem e backup em computador.
Capacidade: quanto é suficiente
Para fotos e músicas, 64 GB ou 128 GB costumam bastar. Para vídeos em alta resolução e muitos arquivos, 256 GB faz mais sentido. Cartões muito grandes custam mais e só valem se o celular reconhecer essa capacidade.

Evite comprar mais do que o aparelho suporta. Alguns celulares mais antigos reconhecem apenas até certo limite, e o cartão pode nem ser lido.
Lembre que o cartão guarda arquivos, mas nem todos os aplicativos podem ser instalados nele. Em versões recentes do Android, o uso para apps é limitado, e o cartão serve mais para mídia.
Velocidade: o que significam as letras e os números
As siglas impressas no cartão indicam desempenho. A classe U1 e U3 indicam velocidade mínima de gravação sequencial, e U3 é recomendada para vídeo em 4K. A sigla A1 ou A2 indica desempenho em aplicativos e acessos aleatórios.
Para uso comum, com fotos e música, um cartão A1 e U1 resolve. Para gravar vídeo em alta resolução, procure U3. Para rodar aplicativos a partir do cartão, A2 costuma ser mais rápido, desde que o celular suporte.
A velocidade real também depende do celular. Um cartão muito rápido não passa a velocidade que o leitor do aparelho não alcança.
Como evitar cartões falsificados
Cartões falsificados mostram uma capacidade maior do que a real, e o problema aparece quando o espaço enche e os arquivos antigos são sobrescritos ou corrompidos. É um golpe comum em anúncios com preço muito abaixo do mercado.
Compre de lojas oficiais ou vendedores com boa reputação, desconfie de preços muito baixos e guarde a nota fiscal. Ao receber, teste a capacidade real com um programa de verificação antes de guardar arquivos importantes.
Prefira marcas conhecidas e, se possível, modelos específicos para câmeras e celulares.
Cuidados no uso e quando preferir outra solução
Cartões microSD são pequenos e podem falhar. Faça backup periódico das fotos importantes e evite retirar o cartão com o celular ligado, para não corromper dados.
Formatar o cartão no próprio celular costuma ser o caminho mais seguro, mas isso apaga tudo. Se o cartão for usado como armazenamento interno, ele pode ficar preso àquele aparelho, o que dificulta usá-lo em outro lugar.
Se o celular não tem entrada ou o uso é pesado, considere comprar o modelo com mais memória interna ou assinar um plano de nuvem, e comparar custos de longo prazo.


